fono hospitalar

Conectividade cerebral e sua importância para as afasias - Motility Oral.

Conectividade cerebral e sua importância para as afasias na fonoaudiologia hospitalar

Você sabe o que é conectividade cerebral e o quanto ela é importante para a fonoaudiologia hospitalar no que tange às afasias?

Sabe a diferença entre os dias atuais e antigamente quanto as novas descobertas da neurociência e seus estudos para os tratamentos da afasia?

Para que serve, de forma prática, a classificação de afasia de Broca, afasia de Wernicke e muitas outras? O que isso tem a ver com conectividade cerebral?

Continue lendo para descobrir tudo!

Introdução da conectividade cerebral: fisiologia

As fibras brancas, os axônios, são os responsáveis por transmitir a informação ao sistema nervoso central. Os tratos, que percorrem os hemisférios direito e esquerdo, são tratos de quê? De associação.

Então, esses tratos são as vias que levam informações fonológicas e semânticas, fonológicas e semânticas…

E então?

Então, se tivermos uma lesão que compromete muito a intersecção desses tratos, obviamente o prognóstico será mais limitado.

E assim, muitas vezes, vamos ter que caminhar com uma comunicação alternativa por exemplo.

Alto letramento na conectividade cerebral nas afasias

Mas, se o paciente tiver um alto letramento, a probabilidade dele conseguir encontrar uma via alternativa para responder ao tratamento é grande, os estudos mostram isso e estamos ancorados neles.

Entretanto, em que condições isso ocorre?

Em que condições isso ocorre?

Assim, isso ocorre desde que o paciente tenha o quê? Reserva cognitiva.

Se ele tiver reserva cognitiva, nós podemos conseguir!

O que me motiva a estar aqui?

E isso é o que me motiva a estar aqui. Nós precisamos falar sobre isso.

Quando eu comecei nas redes sociais, lá atrás, com a traqueostomia, eu bati em cima dos  principais paradigmas, e hoje o que me motiva a estar aqui falando sobre afasia é exatamente porque eu sei que existem muitos pacientes que ficam livres da traqueostomia e da sonda, mas ficam afásicos.

O paciente fica afásico, e o fonoaudiólogo fica sem saber o que fazer. Sem saber que caminho tomar. Reconhece as alterações, mas não sabe como lidar com os achados. “Eu sei que ele está tendo neologismo, mas o que eu faço com isso? Eu sei que ele tem uma supressão da fala… mas e ai?”

A classificação de antigamente: afasia de Broca, afasia de Wernicke…

Ou, pior: nós classificamos o paciente como antigamente, quando não existiam exames de imagem, nem sequer raio X, e o que fazíamos?

Classificávamos o paciente com base em uma taxonomia. O que é isso?

Afasia de Broca, afasia transcortical motora, transcortical sensorial, condução, afasia de Wernicke, afasia mista, anômica, global… enfim.

Era assim que fazíamos.

As quatro tarefas na classificação de antigamente

E, se formos olhar, o que era antigamente? Em que se baseava nossa avaliação? Utilizávamos quatro tarefas: repetição, fluência, compreensão e nomeação.

Assim, com base nelas, classificávamos o paciente – como afasia de Broca, afasia de Wernicke, transcortical motora, sensorial…

Essas classificações das afasias são importantes até que ponto?  

Mas adianta você saber que, por exemplo, o seu paciente é um caso de afasia transcortical motora, que tem redução de fala, repetição preservada, que vai bem na leitura em voz alta, enfim.

Então, adianta você saber isso? Fala para mim.

Você sabendo, por exemplo, que ele tem redução de fala e isso sendo uma característica marcante da afasia transcortical motora, ou seja, ele não é fluente. Isso direciona sua clínica?

Para que essas classificações servem, então?

Então, isso é apenas para facilitar a comunicação: “Eu estou diante de um paciente com afasia global”, “eu estou diante de um paciente com afasia de Broca”.

Mas o que isso de fato significa?

É apenas para facilitar a comunicação da equipe multiprofissional. Saber que aquele meu paciente lá, sendo Broca, condução, transcortical motora, tem um predomínio da emissão pior do que o da compreensão, e ponto final.

É só para isso que serve, para a nossa comunicação.

Mas, importante: para as nossas estratégias terapêuticas, isso não muda.

Área da lesão x conectividade cerebral   

Assim como em outra questão, antigamente nós éramos localizacionistas. O que é isso?

Nós considerávamos muito a área da lesão.

Hoje, sabemos que tem lesão na área de Broca mas que o paciente fala, e aí? O que explica isso?

A conectividade!

Conclusão da importância da conectividade cerebral

Assim, antigamente, nós olhávamos a cito arquitetura cerebral.

Agora, não.

Hoje, partimos do modelo do princípio que envolve essa interconectividade, essa conectividade cerebral.

Onde posso aprender mais sobre isso?

Como você deve saber, eu estou no Instagram como Motility Oral (@motilityoral) – clique aqui para ver.

Mas, o que você talvez não saiba, é que tenho um perfil em que falo especificamente sobre afasia.

Siga-me no Motility Oral Afasia (@motilityoral.afasia) para saber mais sobre afasia, porque eu estou sempre falando sobre isso por lá!

Portanto, fique por dentro!

Instagram da Motility Oral Afasia – Fono Hospitalar - Conectividade cerebral para as afasias.
Meu Instagram da Motility Oral Afasia, onde falo sobre tudo relacionado e mais de fono hospitalar.

Clique aqui para ler tudo sobre afasias!

Conectividade cerebral e sua importância para as afasias na fonoaudiologia hospitalar Read More »

Aplicação de bandagem na pele do idoso, em pele idosa e bastante enrugada - Motility Oral.

Aplicação de bandagem na pele do idoso: como aplicar em pele enrugada?

Certa vez, perguntaram-me isto: Como fazer a aplicação de bandagem na pele do idoso? Como aplicar bandagem em pele idosa e bastante enrugada?

Então, vamos lá descobrir?

Aplicação de bandagem na pele enrugada X dobra na pele

Uma coisa é pele enrugada, outra coisa é dobra na pele.

Eu, Camila, faço a aplicação de bandagem tranquilamente em idosos. Não tenho problema nenhum.

Mas, para isso, é preciso que você cuide atenciosamente para que não ocorra nenhuma dobra de pele abaixo da aplicação da fita.

Como fazer a aplicação de bandagem, então?

Você vai aplicar igual, puxando e tracionando levemente a pele do paciente e cuidando para não deixar ter nenhuma dobra de pele abaixo da fita, porque isso é fundamental.

Aí podem dizer: “Ah, Camila, mas fica com dobra”. Pois eu digo: não, não fica. Fica enrugado em volta, mas abaixo da aplicação, se você olhar bem, não terá nenhuma dobra.

Não tem erro!

Aplicação de bandagem sem lesionar: dica de ouro

Certa vez me perguntaram como aplicar bandagem na pele sensível do idoso sem causar lesões.  

Dois são os problemas relacionados a isso: colocar tensão demais na zona terapêutica da bandagem e colocar tensão em ponto de contato final. Assim, precisamos considerar isso para não lesionar a pele do idoso, pois ponto de contato final nunca terá tensão.

Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Onde posso aprender mais sobre isso?

Siga-me no Instagram, Motility Oral (@motilityoral), para saber mais sobre bandagem, porque estou sempre falando sobre isso por lá! Portanto, fique por dentro!

Instagram da Motility Oral – bandagem e fono hospitalar.
Meu instagram da Motility Oral, onde falo sobre bandagem e outros assuntos relacionados a fono hospitalar.

Clique aqui para ler tudo sobre bandagem!

Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Aplicação de bandagem na pele do idoso: como aplicar em pele enrugada? Read More »

Bandagem funcional em casos de AVC - Motility Oral.

Bandagem Funcional para AVC: entenda diferentes casos

Como já vimos neste post (clique aqui para ler), a bandagem elástica funcional também é indicada em casos de AVC.

Mas quando usar? Vamos conversar um pouco sobre isso?

Então, continue lendo até o fim para saber tudo!

Bandagem funcional para AVC: paralisia facial

Certa vez me perguntaram sobre um paciente pós AVC de hemisfério esquerdo e sequela motora à direta, consequentemente com paralisia facial central direita e escape de ar por comissura labial direita. Então, questionaram-me: posso colocar bandagem neste caso?

Deve! Respondi que deve usar! Tanto em orbicular da boca, por ser um músculo ímpar, quanto do lado paralisado.

Outro ponto importante a ser analisado neste caso é se a lesão está na fase aguda ou crônica, ou seja, se já tem sequelas ou não. Caso ainda não tenham sido instaladas sequelas você realiza a aplicação do lado paralisado para auxiliar na coordenação motora oral; e caso já tenha sequela você fará a aplicação em ambos os lados.

Falarei disso à frente.

Caso específico de bandagem funcional em paciente com AVC

Certa semana, chegou lá no Hospital São Julião, onde eu trabalho, um paciente que havia sofrido um AVC há 10 anos. Dez anos acamado e disártrico! Nunca havia feito fonoterapia, mas comia de tudo por boca, e falava, mas com uma disartria leve.

Ele pegou covid e foi para o hospital reabilitar.

Como disseram que ele comia de tudo, eu fui lá, ver ele comendo. Eu, observando, vi que ele acumulava alimento em vestíbulo, mas conseguia retirar a estase com a língua.

Além disso, na hora que ele conversava comigo, eu via um desvio de rima importante, uma disartria significante.

Quando eu terminei de avaliá-lo, coloquei a bandagem funcional.

O resultado da bandagem funcional para este paciente com AVC

Coloquei a bandagem em bucinador, em orbicular dos lábios.

É uma pena que eu não possa mostrar nas redes sociais o vídeo desse paciente do antes e depois. A bandagem organizou absurdamente a fala dele!

Ele falou pra mim: “Doutora, eu estou falando melhor!”

Que lindo!!

Conclusão desse caso

Assim, uma bandagem bem aplicada, com corte, tensão e local corretos, é capaz de organizar as funções orais do paciente gerando efeito imediato. Porque você dá aquele suporte que o músculo precisa para organizar a função.

Por isso que eu sou encantada, de verdade, com os resultados que a bandagem nos proporciona na clínica, tanto nos casos de reabilitação quanto dos casos que já tem sequela.

Devo fazer a aplicação em qual lado da paralisia facial?

Na paralisia facial, nós temos que pensar que na fase da sequela devemos utilizar uma aplicação para inibição do lado bom. Nós temos que inibir porque aquela musculatura está com tanta contratura que você precisa utilizar a bandagem, inclusive, para o lado que não é paralisado, pois ele está trabalhando em demasia.

Então, você vai organizar e estimular o lado afetado, que está com desvio de rima ou com comprometimento de mobilidade. Você vai usar a bandagem visando contrair e favorecer.

Já para o outro lado, que não está paralisado, mas que pode estar em sobrecarga, você vai para o raciocínio da inibição e, muitas vezes, você vai utilizar inclusive o mesmo corte. Mas o que vai mudar? O sentido da força reativa da bandagem.

Esse raciocínio depende, muitas vezes, de uma boa formação na técnica, para você aprender que poderá utilizar o mesmo corte para diferentes objetivos. Colocar o ponto de contato inicial na origem ou inserção do músculo muda tudo, muda completamente o objetivo.

Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Bandagem funcional para paralisia bulbar progressiva

Também me perguntaram se eu, Camila, utilizo bandagem em pacientes com paralisia bulbar progressiva. Já me questionaram se a bandagem não poderia gerar fadiga muscular.

E eu, com toda certeza, digo que não, a bandagem não gera fadiga e eu uso bandagem nesses casos sim.

O que é contraindicado em casos de esclerose lateral amiotrófica? É contraindicado tudo o que é disfuncional, que você faz além do funcional, certo?

Fora que, quando eles estão muito avançados, a bandagem auxiliará a “segurar” e organizar as estruturas orofaciais, dando maior conforto ao paciente.

Então, por isso, é uma grande indicação nesses casos para mim.

O melhor lugar para a colocação da bandagem funcional para paciente pós AVC com sialorreia

Neste mesmo dia, me perguntaram isto: qual é o melhor lugar para a colocação da bandagem funcional para paciente pós AVC com sialorreia? Eu respondi o seguinte:

Depende de cada caso, mas a aplicação escolhida será a que gera maior organização oral e consequentemente potencializa a função de deglutição. Precisamos pensar assim: uma aplicação correta vai diminuir a sialorreia, mas o que faz melhorar de fato? A frequência de deglutição. Assim duas aplicações que geram bom resultado são: orbicular de lábios e milo-hiódeo.

A bandagem age sobre as glândulas salivares?

A bandagem não age sobre as glândulas salivares. Sua ação será na musculatura envolvida no processo de deglutição. Imagine, com uma aplicação em orbicular de lábios você pressuriza uma das válvulas mais importantes de todo o processo de deglutição. Também é possível aumentar a frequência de deglutição com uma aplicação triangular em milo-hióideo, onde você pega toda a musculatura supra-hióidea, como esta:

Bandagem funcional AVC: Representação da bandagem milo-hióidea na live que pega toda a musculatura supra-hióidea - Motility Oral.
Representação da bandagem milo-hióidea, que pega toda a musculatura supra-hióidea – Motility Oral  

Você está imputando, o tempo todo mandando estímulo para o sistema nervoso central, e consequentemente terá uma resposta.

Por que a melhora a sialorreia, então?

Vamos pensar assim: se você tem o hábito de usar anel e o coloca no seu dedo, você não vai ficar o tempo todo mexendo o dedo até acostumar? Pois bem, com a bandagem acontece a mesma coisa.

Tem um estímulo ali sendo mandado o tempo todo para o sistema nervoso central. E assim, você acaba deglutindo.

Isso dá a impressão de melhora da sialorreia, mas, na verdade, é porque melhora a função.

Onde posso aprender mais sobre isso?

Siga-me no Instagram, Motility Oral (@motilityoral), para saber mais sobre bandagem. porque estou sempre falando sobre isso por lá! Portanto, fique por dentro!

Instagram da Motility Oral – bandagem e fono hospitalar.
Meu instagram da Motility Oral, onde falo sobre bandagem e outros assuntos relacionados a fono hospitalar.

Clique aqui para ler tudo sobre bandagem!

Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Bandagem Funcional para AVC: entenda diferentes casos Read More »

O que fazer em casos de alergia a bandagem - Passar leite de magnésia ou Bepantol líquido? - Motility Oral

O que fazer em casos de alergia a bandagem: passar leite de magnésia ou Bepantol líquido?

Você já deve ter ouvido falar sobre utilizar leite de magnésia ou Bepantol líquido antes de aplicar a bandagem. Mas será que deve ser realizada em toda aplicação? Quando isso deve ser feito? Somente em casos de alergia a bandagem.

Continue lendo para saber mais!

Em todo paciente é preciso passar leite de magnésia ou Bepantol líquido para aplicar a bandagem?

A resposta para isso é: não, não precisa.

Quando é que você passa leite de magnésia ou Bepantol líquido?

Apenas nos pacientes que você aplicou a bandagem e ocorreu alguma alergia. Ou em caso de pacientes com a pele bastante sensível. Nesses casos, sim. Mas, caso contrário, você não precisa passar.

Mas como eu sei que o meu paciente vai ter alergia a bandagem?

Fazendo! Você tem que aplicar a bandagem, percebeu alguma alergia, aí sim você vai preparar a pele do seu paciente para a próxima aplicação.

Qual a diferença de limpar a pele e preparar a pele?

Uma coisa é limpar a pele, outra coisa é preparar a pele para a aplicação da bandagem.

Vamos falar então de preparar a pele. É assim: depois que você limpou a pele do seu paciente, você vai aplicar o Bepantol líquido ou o leite de magnésia na região escolhida para a aplicação.

Espera secar o produto e com a pele bem sequinha você procede com a aplicação da fita. Simples assim.

Alergia a bandagem: Bepantol líquido ou leite de magnésia?

Eu, Camila, só uso leite de magnésia. Está no meu carrinho de materiais no hospital, o custo é baixo e resolve muito bem.

Bepantol líquido é mais “chique”!

Mas e a durabilidade da bandagem?

Você pode pensar: “Ah, Camila, mas e a durabilidade da aplicação? A bandagem não vai durar menos na pele?”

Sim, dura menos. Só que pelo menos você garante que a pele do seu paciente se mantenha íntegra e sem alergia a bandagem.

Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Mas e se, mesmo assim, der alergia a bandagem?

Se mesmo utilizando leite de magnésia ou Bepantol líquido a bandagem der alergia no seu paciente, então este é um caso onde a bandagem não poderá ser utilizada.

É a mesma história, por exemplo, do idoso, da criança, do paciente que não colabora com a aplicação e tira… Infelizmente.

Onde posso aprender mais sobre isso?

Siga-me no Instagram, Motility Oral (@motilityoral), para saber mais sobre bandagem, porque estou sempre falando sobre isso por lá! Portanto, fique por dentro!

Instagram da Motility Oral – bandagem e fono hospitalar.
Meu instagram da Motility Oral, onde falo sobre bandagem e outros assuntos relacionados a fono hospitalar.

Clique aqui para ler tudo sobre bandagem!

Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

O que fazer em casos de alergia a bandagem: passar leite de magnésia ou Bepantol líquido? Read More »

Tudo sobre bandagem elástica funcional - Motility Oral.

Tudo sobre Bandagem Elástica Funcional: para que serve, quando usar, vantagens e contraindicações

Você já deve ter ouvido falar o quanto a bandagem elástica funcional alivia a dor, minimiza edemas, favorece ou inibe um determinado grupo muscular. Não é mesmo?

Então continue lendo para saber para que ela serve, quando usar, vantagens, contraindicações e até quantas bandagens podem ser colocadas na face do paciente ao mesmo tempo.

Para que serve a bandagem elástica funcional?

Como já lemos neste texto, a bandagem elástica serve para tirar a dor, minimizar edemas, favorecer ou inibir um determinado grupo muscular. Além disso, ajuda a engolir e respirar melhor, melhora os movimentos…

Quando posso usá-la?

A bandagem elástica pode ser usada em vários casos – como nos AVC, por exemplo.

É preciso entender que existem casos que resolvem o problema e existem casos em que a aplicação da fita apenas melhora a qualidade de vida do paciente.

Por exemplo, em um caso de ptose palpebral, pode-se usar, é indicado. Porém, não vai resolver, só vai ajudar o paciente a assistir TV e ler uma revista, por exemplo, sem precisar ficar segurando a pálpebra caída.

Vantagens da bandagem elástica funcional

Inúmeras são as vantagens da bandagem elástica funcional, mas dentre elas podemos destacar o baixíssimo custo e a melhora quase que imediata da dor.

Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Contraindicações da bandagem elástica?

Em qual situação não seria indicada?

As contraindicações para ela são qualquer problema na pele, por exemplo, homens que fazem a barba e fica com a pele ferida. Qualquer ferimento que tenha na pele é contraindicado.

Existem pacientes que tem a barba muito grossa, então também prejudica na aderência da fita e a aplicação sai facilmente. Nestes casos, infelizmente não tem o que fazer.

→ Saiba mais sobre Fono Hospitalar com estes artigos:  

Até quantas bandagens podem ser colocadas na face do paciente?

Como não deve haver hiperestimulação, o ideal é usar no máximo três bandagens simultâneas, como eu uso.

Onde posso aprender mais sobre isso?

Siga-me no Instagram, Motility Oral (@motilityoral), para saber mais sobre bandagem, porque estou sempre falando sobre isso por lá! Portanto, fique por dentro!

Instagram da Motility Oral – bandagem e fono hospitalar.
Meu instagram da Motility Oral, onde falo sobre bandagem e outros assuntos relacionados a fono hospitalar.

Clique aqui para ler tudo sobre bandagem!

Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Tudo sobre Bandagem Elástica Funcional: para que serve, quando usar, vantagens e contraindicações Read More »

Bandagem Elástica Funcional: para que serve? - Motility Oral.

Para que serve a Bandagem Elástica Funcional?

Bandagem: para que serve? Você já deve ter ouvido falar em outro artigo (clique aqui para ler) o quanto a bandagem elástica alivia a dor, minimiza edemas, favorece ou inibe um determinado grupo muscular. Não é mesmo? Continue lendo para saber ainda mais.

Eu sou a Camila Pereira, fundadora da Motility Oral, e em meados de 2012 tive um forte desejo de ajudar meus pacientes a engolirem melhor, aliviar uma dor, melhorar os movimentos…

Então, foi quando após diversas formações, muito estudo e prática, pude vivenciar as maravilhas que este método, através de um custo baixíssimo, pôde fazer na vida dos meus pacientes – e até mesmo na vida dos meus familiares e amigos.

Continue lendo para saber para que serve este método maravilhoso.

Afinal, para que serve a bandagem?

A esposa de um amigo do meu marido teve o facial seccionado ao retirar um colesteatoma e assim, ela desenvolveu uma paralisia facial irreversível.

Certa vez, eu estava em Fortaleza, e meu marido combinou de encontrar esse amigo, e ele levou a esposa até mim, dizendo que ela já usava bandagem na face.

Nós nos conhecemos e eu, então, vi que ela usa bandagem permanentemente. Ela me relatou que preferia sair com a bandagem na rua e que quando ficava sem sua paralisia facial incomodava bastante principalmente para falar. Ela sentia que com a bandagem seu sorriso e fala melhoravam, por isso ela aplicava a bandagem todos os dias.

Neste caso foi uma fisioterapeuta que ensinou ela a aplicar, então todos os dias ao acordar, ela lava o rosto, aplica a bandagem e vai trabalhar.

Neste caso, sabemos que a bandagem não irá resolver o problema, mas é capaz de organizar as funções orais dela. Eu acho que esse é um dos nossos papéis: ajudar o paciente a se organizar.

Além disso, eu tenho mais de mil alunos (clique aqui e saiba mais), entre turmas presenciais e online, que me relatam: “como a frequência de deglutição do meu paciente melhorou com o uso da bandagem”.

E, também, como conseguir maior abertura de boca nos casos dos pacientes que têm apertamento? “Puxa a respiração facilitou tanto, melhorando o fluxo nasal.” E por aí vai e vai…

Dessa forma, para que serve a bandagem? Para tudo isso.

→ Saiba mais sobre Fono Hospitalar com estes artigos:  
Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Por que a bandagem elástica tira a dor?

As pessoas às vezes se perguntam: como pode esta aplicação tirar minha dor instantaneamente?

Outra situação que é bem comum: “o médico me disse que eu iria ter muito edema, mas depois desta aplicação, o meu edema desapareceu!”

Como já dito neste texto, a bandagem elástica age no sistema tegumentar, e a tensão imposta ou não nesta fita enviará ao sistema nervoso central exatamente o objetivo que você almeja alcançar – além de prolongar este resultado.

Onde posso aprender mais sobre isso?

Siga-me no Instagram, Motility Oral (@motilityoral), para saber mais sobre bandagem, porque estou sempre falando sobre isso por lá! Portanto, fique por dentro!

Instagram da Motility Oral – bandagem e fono hospitalar.
Meu instagram da Motility Oral, onde falo sobre bandagem e outros assuntos relacionados a fono hospitalar.

Clique aqui para ler tudo sobre bandagem!

Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Para que serve a Bandagem Elástica Funcional? Read More »

Bandagem para dor: por que melhora? - Motility Oral.

Entenda por que bandagem para dor realmente a melhora

Você já deve ter ouvido falar em bandagem para dor, que melhora quase que instantaneamente, certo? Mas por que isso acontece?

Continue lendo e você saberá!

Bandagem para dor: por que melhora?

A resposta do porquê a bandagem para dor melhora está nos mecanorreceptores que nós temos, que é por onde nós sentimos os estímulos.

O nociceptor, que é o receptor do estímulo de dor, não tem uma condução tão rápida quanto o receptor, por exemplo, do tato, da pressão. O tato e a pressão chegam mais rápido do que a dor ao sistema nervoso central, isso nada mais é que o mecanismo de comportas.

Em outras palavras, se você aplica um estímulo – seja um esparadrapo, cross tape, seja a bandagem elástica –, esse estímulo de tato e pressão chega mais rápido que o estímulo doloroso ao sistema nervoso central inibindo a dor.

Além disso a bandagem age no sistema tegumentar e é capaz de ao levantar a pele melhorar a circulação e reduzir o resíduo metabólico acumulado em determinada região.

→ Saiba mais sobre Fono Hospitalar com estes artigos:  

Exemplo de bandagem para dor: melhora através do estímulo de tato e pressão

Já aconteceu com você, por exemplo, de bater o cotovelo, o pé ou alguma parte do corpo e instantaneamente para aliviar a dor você realizar uma fricção intensa no local?

Não parece que, ao friccionar o local, você sente um alívio da dor? Por quê? Porque o estímulo de tato e de pressão chega mais rápido no sistema nervoso central e abafa o estímulo nociceptivo, fazendo que o estímulo de dor diminua.

Por isso bandagem para dor é eficiente.

Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Onde posso aprender mais sobre isso?

Siga-me no Instagram, Motility Oral (@motilityoral), para saber mais sobre bandagem. Eu estou sempre falando sobre isso por lá! Portanto, fique por dentro!

Instagram da Motility Oral – bandagem e fono hospitalar.
Meu instagram da Motility Oral, onde falo sobre bandagem e outros assuntos relacionados a fono hospitalar.

Clique aqui para ler tudo sobre bandagem!

Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Entenda por que bandagem para dor realmente a melhora Read More »

Curso de Bandagem: Orbicular dos Olhos - Motility Oral.

Curso de Bandagem Elástica: como fazer 2 aplicações de orbicular dos olhos

Nesta publicação você vai ter um curso de bandagem para entender como a bandagem elástica pode contribuir para o fortalecimento de orbicular de olhos, favorecendo o fechamento do olho nos casos de pacientes com prejuízo desta função.

Dessa forma, irei ensinar duas aplicações, para serem alternadas entre si.

Então, vamos lá?

Primeira aplicação do curso de bandagem: para que serve?

Esta aplicação tem o objetivo de favorecer o fechamento dos olhos do paciente. Ficará assim:

Resultado final da primeira aplicação da bandagem no orbicular dos olhos: para propiciar o fechamento do olho do paciente – Motility Oral
Resultado final da primeira aplicação no orbicular dos olhos – Motility Oral.

Primeira aplicação do curso de bandagem: como cortar?

O primeiro passo para aplicar esta bandagem é escolher o corte e cortar, então, adequadamente a fita.  Dessa forma, aqui o corte escolhido foi em Y.

Primeiro passo: medir o tamanho da bandagem e cortar

Para medir o tamanho da fita, nós medimos ponto a ponto, iniciando na região das têmporas e finalizando no cantinho da lágrima, para que fique bem rente.

Primeiro passo para cortar: medir o tamanho da bandagem no orbicular dos olhos – Motility Oral
Primeiro passo: medir o tamanho – Motility Oral.

Para marcar certinho onde cortaremos a fita, basta pinçar e fazer uma dobradura neste local. Assim, após isso basta cortar na linha demarcada.

Primeiro passo para cortar: pinçar a bandagem no orbicular dos olhos – Motility Oral
Logo em seguida: pinçar a bandagem – Motility Oral.

Lembrando que para medir certinho a fita precisa ser posicionada sem curva, sem fazer contorno sobre o olho – para que a medida não fique torta. Assim, veja:

Primeiro passo para cortar: certo e errado da bandagem no orbicular dos olhos – Motility Oral
Certo e errado da bandagem do orbicular dos olhos – Motility Oral.

Segundo passo do curso de bandagem: cortar fininha

Dessa forma, vamos aplicar uma tira na parte inferior do orbicular e a outra na parte superior, sobre a pálpebra bem rente aos cílios, para quando vier a contração da elasticidade da fita, conseguirmos propiciar a aproximação e fechamento dos olhos.

Segundo passo para cortar: puxar pra baixo e pra cima a bandagem no orbicular dos olhos – Motility Oral
Puxar para baixo e para cima a bandagem do orbicular dos olhos – Motility Oral.

Então, vamos cortar a bandagem fininha:

Segundo passo: cortar a bandagem do orbicular dos olhos – Motility Oral
Segundo passo: cortar a bandagem fininha – Motility Oral.

Terceiro passo: dobrar em três para fazer a técnica do Y

Assim, agora, nós vamos dobrar em três para fazermos a técnica do Y. Em seguida, vamos cortar.

Terceiro passo para cortar: dobrar em três a bandagem para fazer a técnica do y – Motility Oral
Terceiro passo: dobrar em três para fazer a técnica do Y – Motility Oral.

Assim como você viu, eu cortei uma tirinha fina:

Terceiro passo: cortar uma tirinha fina a bandagem do orbicular dos olhos – Motility Oral
Veja: cortamos em uma tirinha fina – Motility Oral.

Lembrando que estava na região de têmporas até o cantinho do olho, assim, esta foi a medida padrão. Então cortamos uma tirinha, dessa tirinha dobramos em três e, depois, cortei no meio. Porque vai ser uma tirinha para o orbicular superior e uma para o inferior.

Portanto, pronto para o próximo passo?

Quarto passo do curso de bandagem: arredondar as pontas

Arredondamos as pontas para que tenha maior durabilidade na aplicação.

Irá ficar assim:

Quarto passo para cortar: arredondar as pontas da bandagem para maior durabilidade na aplicação – Motility Oral
Quarto passo: arredondar as pontas para maior durabilidade na aplicação – Motility Oral
Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Primeira aplicação: como colar a bandagem?

E agora? Bandagem cortada, como colar? Existe jeito certo? Sim!

Então, vamos lá?

Primeiro passo do curso de bandagem: cortar os dedinhos da bandagem

Nós precisamos separar as tirar, cortando o papel que está na parte inferior, desta forma:

Primeiro passo para colar: cortar os dedinhos da bandagem do orbicular dos olhos – Motility Oral
Primeiro passo: cortar os dedinhos da bandagem do orbicular dos olhos – Motility Oral.

Segundo passo: tirar a proteção da parte que fica nas têmporas

A partir de agora, você vai, então, remover o papel do ponto de contato inicial. Desta parte:

Segundo passo para colar: tirar a proteção da cola da bandagem da parte que fica nas têmporas – Motility Oral
Segundo passo: tirar a proteção da cola da parte que fica nas têmporas – Motility Oral.

IMPORTANTE: Esta parte da cola não pode encostar em canto algum, a não ser na pele que será colada, porque, se encostar, também diminui a durabilidade.

Terceiro passo: colar a bandagem na região das têmporas

Agora nós vamos, assim, colar a bandagem na região das têmporas (ponto de contato inicial) e termoativar a cola da fita.

Terceiro passo: colar a bandagem na região das têmporas dos olhos – Motility Oral
Terceiro passo: colar a bandagem na região das têmporas dos olhos – Motility Oral.

Quarto passo do curso de bandagem: contornar o olho por cima

Com o dedo, a partir de agora, nós vamos então puxar a proteção da bandagem de cima e fazer o contorno do olho. Portanto, vamos fazer um movimento de contra resistência.

Quarto passo para colar: contornar o olho com a bandagem em cima do orbicular dos olhos – Motility Oral
Quarto passo: contornar o olho por cima– Motility Oral.

Assim, termoativamos a cola, e vamos fazer a mesma coisa embaixo.

Quinto passo do curso de bandagem: contornar o olho embaixo

Esta aplicação é fabulosa para o paciente que tem, por exemplo, TCE, e que fica com a parte inferior do olho retrovertida.

Dessa forma, vamos aplicar embaixo contornando os cílios, e termoativar a cola também:

Quinto passo para colar: aplicar a bandagem embaixo do orbicular dos olhos, contornando os cílios – Motility Oral
Quinto passo: aplicar embaixo do olho, contornando os cílios – Motility Oral.

Primeira aplicação: resultado final da bandagem

A aplicação fica assim, olhe a diferença do olho direito para o esquerdo:

Resultado final da primeira aplicação da bandagem no orbicular dos olhos, diferença do olho direito pro esquerto – Motility Oral
Resultado final: diferença do olho direito para o olho esquerdo – Motility Oral.

Perceba que ela não consegue abrir o olho. Consequentemente, cada vez eu ela pisca, esta bandagem está fazendo força de contração, e assim vamos fortalecendo esta musculatura para que ela consiga ter o fechamento do olho.

Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Segunda aplicação: para que serve?

Agora, nós vamos fazer outro tipo de aplicação. Mas por quê? Porque é importante alternar aplicações com o mesmo objetivo.

Quando a bandagem começa a sair, nós removemos e aplicamos outro tipo, para para que alterne com o mesmo objetivo no mesmo grupo muscular.

Ficará assim:

Resultado final da segunda aplicação da bandagem no orbicular dos olhos: para alternar entre elas – Motility Oral
Resultado final da segunda bandagem no orbicular dos olhos, para alternar entre elas – Motility Oral.

Segunda aplicação do curso de bandagem: como cortar e colar?

Primeiro nós iremos cortar e, depois, colar. Então, vamos lá?

Primeiro passo do curso de bandagem: medida padrão

Para medir, vamos, para que fique bem rente, de um canto ao outro do olho. Dessa forma, esta é a medida padrão:

Primeiro passo: fazer a medida padrão da bandagem do orbicular dos olhos – Motility Oral
Primeiro passo: fazer a medida padrão da segunda aplicação – Motility Oral.

Segundo passo: pinçar a medida padrão e cortar

Agora, vamos então pinçar e cortar a bandagem:

Segundo passo: pinçar e cortar a bandagem do orbicular dos olhos – Motility Oral
Segundo passo: pinçar e cortar a bandagem – Motility Oral.

Terceiro passo: cortar uma tirinha fina

É importante lembrar que esta bandagem precisa ser extremamente fina, porque queremos pegar bem a região rente aos cílios, para pesar mesmo e cada vez que ela piscar o olho ir fechando.

Então, vamos cortar uma tirinha fina:

Terceiro passo: cortar uma tirinha fina da bandagem do orbicular dos olhos – Motility Oral
Terceiro passo: cortar uma tirinha bem fina – Motility Oral.

Quarto passo do curso de bandagem: arredondar as pontas

Agora, nós vamos, portanto, arredondar as pontas. Lembrando que o arredondamento é para que aumente a durabilidade da aplicação.

Ficará assim:

Quarto passo: arredondar as pontas da bandagem, para dar durabilidade na aplicação – Motility Oral
Quarto passo: arredondar as pontas para dar durabilidade na aplicação – Motility Oral.

Quinto passo: cortar a proteção da tirinha no meio

Nesta técnica, nós não precisamos dobrar em três, porque nós cortamos exatamente no meio.

Segundo passo: cortar a proteção da bandagem do orbicular dos olhos ao meio, para colar – Motility Oral
Segundo passo: cortar a proteção ao meio para colar – Motility Oral.

IMPORTANTE: Lembrando que, uma vez que tirou a proteção da bandagem, a parte da cola não pode mais encostar em lugar nenhum a não ser na pele onde será aplicada, justamente para que se garanta uma boa durabilidade da aplicação.

Sexto passo: colar a primeira parte da bandagem

Agora nós vamos, então, colar a bandagem, bem rente aos cílios:

colar a primeira parte da bandagem no orbicular dos olhos, bem rente aos cílios – Motility Oral
Sexto passo: colar a primeira parte da bandagem no orbicular dos olhos, bem rente aos cílios – Motility Oral.

Sétimo passo do curso de bandagem: colar a segunda parte

No sétimo passo do curso de bandagem, chegamos ao meio, tiramos a proteção da cola e, assim, colamos o restante com a pontinha da bandagem, sem encostar em lugar nenhum:

Sétimo passo: tirar a proteção da cola da bandagem e colar o restante sem encostar em lugar nenhum – Motility Oral
Sétimo passo: tirar a proteção da cola da bandagem e colar o restante sem encostar em lugar nenhum – Motility Oral.

Segunda aplicação: resultado final

Então fica assim, veja bem:

Resultado final da segunda aplicação da bandagem no orbicular dos olhos – Motility Oral
Resultado final da segunda aplicação no orbicular dos olhos – Motility Oral.

Qual a diferença dos dois tipos de aplicação neste curso de bandagem?

Diferença dos dois tipos de bandagem no orbicular dos olhos para selar: alternar as aplicações – Motility Oral
Diferença dos dois tipos de bandagem no orbicular dos olhos para selar. Alternar as aplicações – Motility Oral.

Veja bem: tanto uma aplicação quanto a outra propiciam o selamento do olho.

Mas por que teoricamente parece que a direita é mais? Porque essa está tendo o apoio embaixo, que ajuda a fechar a parte inferior.

Mas, como eu disse, precisamos alternar as aplicações, sempre estar mudando.

Ora aplicamos uma, ora aplicamos outra.

Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Onde posso aprender mais sobre isso?

Siga-me no Instagram, Motility Oral (@motilityoral), para saber mais sobre bandagem. Eu estou sempre falando sobre isso por lá! Fique por dentro!

Instagram da Motility Oral – bandagem e fono hospitalar.
Meu instagram da Motility Oral, onde falo sobre bandagem e outros assuntos relacionados a fono hospitalar.

Clique aqui para ler tudo sobre bandagem!

Além disso, este é o vídeo de base para o artigo que você acabou de ler, caso queira assistir:

Orbicular dos olhos | Camila Motility Oral
Conheça o Curso de Bandagem Elástica Funcional para Fono Hospitalar com Motility Oral® Fonoaudiologia.

Curso de Bandagem Elástica: como fazer 2 aplicações de orbicular dos olhos Read More »

Cufômetro caseiro: como fazer e usar? - Motility Oral.

Como fazer um cufômetro caseiro e também como usá-lo

Olá, pessoal, eu sou a Camila Pereira, da Motility Oral, e eu estou aqui para fazer um passo a passo do cufômetro caseiro e ensinar vocês a usarem. Então, vamos para os materiais?

Materiais para o cufômetro caseiro

Nós vamos, então, precisar de um esfigmomanômetro, um aparelho de pressão manual, para remover o seu manômetro, que é o relógio onde visualizamos o valor em mmHg. Dessa forma, esta é a peça que nós vamos precisar:

Vamos remover o esfigmo do aparelho de pressão – Motility Oral.
Vamos remover o esfigmo do aparelho de pressão – Motility Oral.

Além disso, também vamos utilizar um pedaço de garrote com uns três dedos, aproximadamente 5cm de comprimento:

Um pedaço de garrote com, no máximo, três dedos – Motility Oral.
Um pedaço de garrote com, no máximo, três dedos – Motility Oral.

E uma torneira descartável de 3 vias, que você encontra em qualquer loja de produtos médico-hospitalares:

Torneirinha médico-hospitalar – Motility Oral.
Torneirinha médico-hospitalar – Motility Oral.

Ela vem exatamente assim e nós vamos remover estas tampinhas. Então, são os três materiais que vamos precisar.

Como montar o cufômetro caseiro?

A montagem é simples, porque basta encaixar uma ponta do garrote no manômetro e a outra ponta em uma das 3 vias da torneira descartável, sendo que as outras 2 vias serão para encaixar uma no balonete do cuff e a outra em qualquer seringa. Assim, é exatamente nesta via aqui é onde vamos encaixar o balonete do cuff:

Encaixar os materiais na torneirinha para montar o cufômetro – Motility Oral.
Encaixar os materiais na torneirinha – Motility Oral.

O cufômetro caseiro montado

Então, aqui, ele já está montado para vocês verem:

O cufômetro caseiro montado – Motility Oral.
O cufômetro caseiro montado – Motility Oral.

Revisando, assim, aqui nós temos o esfigmomanômetro, o garrote e a torneirinha:

Onde vamos encaixar os materiais no cufômetro – Motility Oral.
Onde vamos encaixar os materiais no cufômetro – Motility Oral.

Como funciona o cufômetro caseiro? Passo a passo de como usar

Como funciona, então? Agora vamos para o passo-a-passo de como podemos insuflar o cuff com este dispositivo. Assim, observem, na imagem, que o cuff está totalmente desinsuflado e para insuflar conectaremos o manguito do balonete externo na via mais distal da torneira descartável.

Conectar o balonete do cuff no cufômetro caseiro – Motility Oral.
Conectar o balonete do cuff – Motility Oral.

Virar a mangueira para onde encaixa a seringa

Agora, você vai então girar a torneirinha de forma que aponte exatamente para o lugar onde encaixaremos a seringa:

Virar a torneira para onde encaixa a seringa do cufômetro caseiro – Motility Oral.
Virar a torneira para onde encaixa a seringa – Motility Oral.

Conectar a seringa no cufômetro

Dessa forma, virada a torneirinha, vamos colocar a seringa aqui:

Conectar a seringa no cufômetro – Motility Oral.
Conectar a seringa no cufômetro – Motility Oral.

O que acontece?

Assim, colocando o ar através da seringa, você poderá verificar o aumento da pressão no manômetro:

O ar aumenta a pressão do cufômetro caseiro – Motility Oral.
O ar aumenta a pressão – Motility Oral.

O que é preciso fazer para desconectar essa seringa do cufômetro?

Aqui é uma parte muito importante. Para desconectar a seringa sem que haja perda da pressão interna, você precisará, então, girar novamente a torneirinha travando esta via. Veja bem porque, se esquecer deste detalhe, ao desconectar a seringa, o cuff irá murchar.

O cuff vai murchar se deixar a torneirinha aberta assim – Motility Oral.
O cuff vai murchar se deixar a torneirinha  aberta assim – Motility Oral.

Fechar e desconectar

Portanto, nós precisamos fechar esta via. Fechar para então desconectar a seringa sem perda de pressão.

Desconectar o cufômetro caseiro – Motility Oral.
Desconectar o cufômetro – Motility Oral.

E agora? Posso tirar o cufômetro?

Sim. Pode tirar o cuff tranquilamente porque você já fechou a via, e desta forma a pressão se mantém:

Tirar o cuff do cufômetro tranquilamente, a pressão se mantém – Motility Oral.
Tirar o cuff do cufômetro – Motility Oral.
Conheça o curso de Traqueostomia (TQT): Atuação Fonoaudiológica no Paciente Traqueostomizado, da Motility Oral® Fonoaudiologia - Fono Hospitalar.

Como usar o cufômetro caseiro para verificar a pressão que já está no cuff

Muito bem, então você chega no hospital e quer verificar a pressão que do cuff do seu paciente traqueostomizado.

Dessa forma, você vai pegar o seu cufômetro caseiro e o que vai fazer?

Como verificar a pressão que está o balonete do cuff

Preste atenção: lembra que, para que você possa insuflar, a torneirinha tinha que estar coincidente no lugar onde se encaixa a seringa?

Torneirinha na direção da seringa para insuflar – Motility Oral.
Torneirinha na direção da seringa para insuflar – Motility Oral.

Pois bem, agora, para verificarmos a pressão, é o oposto. Assim, repare:

Para verificar a pressão é o oposto de insuflar – Motility Oral.
Para verificar a pressão é o oposto – Motility Oral.

Encaixar o balonete no lugar e verificar a pressão

Com a torneirinha posicionada, vamos então encaixar o balonete do cuff no lugar indicado aqui:

Encaixar o balonete do cuff no lugar – Motility Oral.
Encaixar o balonete do cuff no lugar – Motility Oral.

E, assim, verificar a pressão:

Verificar a pressão no cufômetro – Motility Oral.
Verificar a pressão no cufômetro – Motility Oral.

Percebam, portanto, que ao encaixar o balonete na via indicada o ponteiro do manômetro irá subir:

A pressão do cufômetro vai subir – Motility Oral.
A pressão do cufômetro vai subir – Motility Oral.

E, dessa forma, mostrará o valor exato da pressão que foi colocada na primeira parte do experimento.

Conheça o curso de Traqueostomia (TQT): Atuação Fonoaudiológica no Paciente Traqueostomizado, da Motility Oral® Fonoaudiologia - Fono Hospitalar.

Retomando o uso…

Então, retomando para fazer uma revisão:

Para que se insufle, nós deixamos essa pontinha em direção aonde encaixa a seringa:

Para insuflar, a pontinha em direção aonde encaixa a seringa – Motility Oral.
Para insuflar, a pontinha em direção aonde encaixa a seringa – Motility Oral.

Após insuflar, giramos então a torneira azul para travar a via e poder desencaixar a seringa sem escape de ar:

Insuflamos, viramos um pouquinho para poder desencaixar a seringa, para não vazar o ar – Motility Oral.
Insuflamos, viramos um pouquinho para poder desencaixar a seringa, para não vazar o ar – Motility Oral.

Assim, quando for apenas verificar a pressão que estava, é só virar a torneira para o lado oposto:

Para verificar a pressão com o cufômetro caseiro, virar o oposto de insuflar – Motility Oral.
Para verificar a pressão com o cufômetro caseiro, virar o oposto – Motility Oral.

Dessa forma, vire totalmente para baixo e em cima ficará livre.

Resultado final

Então é isso, pessoal! Está aqui, portanto, o nosso cufômetro caseiro para usar na ausência de um aparelho padrão. Lembrando também que no dispositivo que confeccionamos a medida será dada em mmHg.

Resultado final do cufômetro caseiro – Motility Oral.
Resultado final do cufômetro caseiro – Motility Oral.

Por que usar um cufômetro caseiro?

Porque antes um cufômetro caseiro do que nós irmos, de forma empírica, colocando e tirando pressão com o uso da seringa!

Pelo menos aqui, então, nós temos um parâmetro mais ou menos do que é esperado. Além disso, não agredimos a traqueia do paciente e trabalhamos de forma segura com os nossos pacientes traqueostomizados.

Conheça o curso de Traqueostomia (TQT): Atuação Fonoaudiológica no Paciente Traqueostomizado, da Motility Oral® Fonoaudiologia - Fono Hospitalar.

Onde posso aprender mais sobre isso?

Siga-me no Instagram, Motility Oral (@motilityoral), para saber mais sobre traqueostomia, porque eu estou sempre falando sobre isso por lá! Então, fique por dentro!

Instagram da Motility Oral – traqueostomia, cuff e fono hospitalar.
Meu instagram da Motility Oral, onde falo sobre traqueostomia, cuff e outros assuntos relacionados a fono hospitalar.

Clique aqui para ler tudo sobre traqueostomia!

Além disso, você também pode ver o vídeo em que falei sobre isso aqui:

Como fazer e usar um cufômetro caseiro – Motility Oral
Conheça o curso de Traqueostomia (TQT): Atuação Fonoaudiológica no Paciente Traqueostomizado, da Motility Oral® Fonoaudiologia - Fono Hospitalar.

Como fazer um cufômetro caseiro e também como usá-lo Read More »

Rolar para cima

Preencha para reservar sua vaga.

Preencha para se inscrever.

Preencha para se inscrever.

Preencha para se inscrever.

Preencha para reservar sua vaga.

logo

Preencha para reservar sua vaga.

logo

Preencha para reservar sua vaga.

Preencha para reservar sua vaga.

logo

Preencha para reservar sua vaga.

PREENCHA SEUS DADOS ABAIXO: