cuff de traqueostomia

Cufômetro caseiro: como fazer e usar? - Motility Oral.

Como fazer um cufômetro caseiro e também como usá-lo

Olá, pessoal, eu sou a Camila Pereira, da Motility Oral, e eu estou aqui para fazer um passo a passo do cufômetro caseiro e ensinar vocês a usarem. Então, vamos para os materiais?

Materiais para o cufômetro caseiro

Nós vamos, então, precisar de um esfigmomanômetro, um aparelho de pressão manual, para remover o seu manômetro, que é o relógio onde visualizamos o valor em mmHg. Dessa forma, esta é a peça que nós vamos precisar:

Vamos remover o esfigmo do aparelho de pressão – Motility Oral.
Vamos remover o esfigmo do aparelho de pressão – Motility Oral.

Além disso, também vamos utilizar um pedaço de garrote com uns três dedos, aproximadamente 5cm de comprimento:

Um pedaço de garrote com, no máximo, três dedos – Motility Oral.
Um pedaço de garrote com, no máximo, três dedos – Motility Oral.

E uma torneira descartável de 3 vias, que você encontra em qualquer loja de produtos médico-hospitalares:

Torneirinha médico-hospitalar – Motility Oral.
Torneirinha médico-hospitalar – Motility Oral.

Ela vem exatamente assim e nós vamos remover estas tampinhas. Então, são os três materiais que vamos precisar.

Como montar o cufômetro caseiro?

A montagem é simples, porque basta encaixar uma ponta do garrote no manômetro e a outra ponta em uma das 3 vias da torneira descartável, sendo que as outras 2 vias serão para encaixar uma no balonete do cuff e a outra em qualquer seringa. Assim, é exatamente nesta via aqui é onde vamos encaixar o balonete do cuff:

Encaixar os materiais na torneirinha para montar o cufômetro – Motility Oral.
Encaixar os materiais na torneirinha – Motility Oral.

O cufômetro caseiro montado

Então, aqui, ele já está montado para vocês verem:

O cufômetro caseiro montado – Motility Oral.
O cufômetro caseiro montado – Motility Oral.

Revisando, assim, aqui nós temos o esfigmomanômetro, o garrote e a torneirinha:

Onde vamos encaixar os materiais no cufômetro – Motility Oral.
Onde vamos encaixar os materiais no cufômetro – Motility Oral.

Como funciona o cufômetro caseiro? Passo a passo de como usar

Como funciona, então? Agora vamos para o passo-a-passo de como podemos insuflar o cuff com este dispositivo. Assim, observem, na imagem, que o cuff está totalmente desinsuflado e para insuflar conectaremos o manguito do balonete externo na via mais distal da torneira descartável.

Conectar o balonete do cuff no cufômetro caseiro – Motility Oral.
Conectar o balonete do cuff – Motility Oral.

Virar a mangueira para onde encaixa a seringa

Agora, você vai então girar a torneirinha de forma que aponte exatamente para o lugar onde encaixaremos a seringa:

Virar a torneira para onde encaixa a seringa do cufômetro caseiro – Motility Oral.
Virar a torneira para onde encaixa a seringa – Motility Oral.

Conectar a seringa no cufômetro

Dessa forma, virada a torneirinha, vamos colocar a seringa aqui:

Conectar a seringa no cufômetro – Motility Oral.
Conectar a seringa no cufômetro – Motility Oral.

O que acontece?

Assim, colocando o ar através da seringa, você poderá verificar o aumento da pressão no manômetro:

O ar aumenta a pressão do cufômetro caseiro – Motility Oral.
O ar aumenta a pressão – Motility Oral.

O que é preciso fazer para desconectar essa seringa do cufômetro?

Aqui é uma parte muito importante. Para desconectar a seringa sem que haja perda da pressão interna, você precisará, então, girar novamente a torneirinha travando esta via. Veja bem porque, se esquecer deste detalhe, ao desconectar a seringa, o cuff irá murchar.

O cuff vai murchar se deixar a torneirinha aberta assim – Motility Oral.
O cuff vai murchar se deixar a torneirinha  aberta assim – Motility Oral.

Fechar e desconectar

Portanto, nós precisamos fechar esta via. Fechar para então desconectar a seringa sem perda de pressão.

Desconectar o cufômetro caseiro – Motility Oral.
Desconectar o cufômetro – Motility Oral.

E agora? Posso tirar o cufômetro?

Sim. Pode tirar o cuff tranquilamente porque você já fechou a via, e desta forma a pressão se mantém:

Tirar o cuff do cufômetro tranquilamente, a pressão se mantém – Motility Oral.
Tirar o cuff do cufômetro – Motility Oral.
Conheça o curso de Traqueostomia (TQT): Atuação Fonoaudiológica no Paciente Traqueostomizado, da Motility Oral® Fonoaudiologia - Fono Hospitalar.

Como usar o cufômetro caseiro para verificar a pressão que já está no cuff

Muito bem, então você chega no hospital e quer verificar a pressão que do cuff do seu paciente traqueostomizado.

Dessa forma, você vai pegar o seu cufômetro caseiro e o que vai fazer?

Como verificar a pressão que está o balonete do cuff

Preste atenção: lembra que, para que você possa insuflar, a torneirinha tinha que estar coincidente no lugar onde se encaixa a seringa?

Torneirinha na direção da seringa para insuflar – Motility Oral.
Torneirinha na direção da seringa para insuflar – Motility Oral.

Pois bem, agora, para verificarmos a pressão, é o oposto. Assim, repare:

Para verificar a pressão é o oposto de insuflar – Motility Oral.
Para verificar a pressão é o oposto – Motility Oral.

Encaixar o balonete no lugar e verificar a pressão

Com a torneirinha posicionada, vamos então encaixar o balonete do cuff no lugar indicado aqui:

Encaixar o balonete do cuff no lugar – Motility Oral.
Encaixar o balonete do cuff no lugar – Motility Oral.

E, assim, verificar a pressão:

Verificar a pressão no cufômetro – Motility Oral.
Verificar a pressão no cufômetro – Motility Oral.

Percebam, portanto, que ao encaixar o balonete na via indicada o ponteiro do manômetro irá subir:

A pressão do cufômetro vai subir – Motility Oral.
A pressão do cufômetro vai subir – Motility Oral.

E, dessa forma, mostrará o valor exato da pressão que foi colocada na primeira parte do experimento.

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Retomando o uso…

Então, retomando para fazer uma revisão:

Para que se insufle, nós deixamos essa pontinha em direção aonde encaixa a seringa:

Para insuflar, a pontinha em direção aonde encaixa a seringa – Motility Oral.
Para insuflar, a pontinha em direção aonde encaixa a seringa – Motility Oral.

Após insuflar, giramos então a torneira azul para travar a via e poder desencaixar a seringa sem escape de ar:

Insuflamos, viramos um pouquinho para poder desencaixar a seringa, para não vazar o ar – Motility Oral.
Insuflamos, viramos um pouquinho para poder desencaixar a seringa, para não vazar o ar – Motility Oral.

Assim, quando for apenas verificar a pressão que estava, é só virar a torneira para o lado oposto:

Para verificar a pressão com o cufômetro caseiro, virar o oposto de insuflar – Motility Oral.
Para verificar a pressão com o cufômetro caseiro, virar o oposto – Motility Oral.

Dessa forma, vire totalmente para baixo e em cima ficará livre.

Resultado final

Então é isso, pessoal! Está aqui, portanto, o nosso cufômetro caseiro para usar na ausência de um aparelho padrão. Lembrando também que no dispositivo que confeccionamos a medida será dada em mmHg.

Resultado final do cufômetro caseiro – Motility Oral.
Resultado final do cufômetro caseiro – Motility Oral.

Por que usar um cufômetro caseiro?

Porque antes um cufômetro caseiro do que nós irmos, de forma empírica, colocando e tirando pressão com o uso da seringa!

Pelo menos aqui, então, nós temos um parâmetro mais ou menos do que é esperado. Além disso, não agredimos a traqueia do paciente e trabalhamos de forma segura com os nossos pacientes traqueostomizados.

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Onde posso aprender mais sobre isso?

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Além disso, você também pode ver o vídeo em que falei sobre isso aqui:

Como fazer e usar um cufômetro caseiro – Motility Oral
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Por que desinsuflar o cuff de traqueostomia?

Por que devemos desinsuflar o cuff de traqueostomia?

Olá, eu sou a Camila Pereira, da Motility Oral, fonoaudióloga hospitalar, e eu estou aqui para falar de um assunto que me perguntam absurdamente: “Camila, por que eu preciso desinsuflar o cuff?”

Então, vamos aos questionamentos:

Primeiro motivo para desinsuflar o cuff

A primeira questão do porquê precisamos desinsuflar o cuff é porque ele insuflado é sinônimo de dependência exclusiva de um traqueóstomo.

Segundo motivo

A segunda questão é que o cuff desinsuflado é a etapa precursora do protocolo de decanulação.

Assim, não tem como pensar em avaliar uma patência ou até mesmo adaptar uma válvula de fala – que muitos protocolos de decanulação incluem como parte do processo – se ele não estiver desinsuflado.

Terceiro motivo

Além disso, a terceira questão – também muito importante – é que o cuff desinsuflado evita uma possível dessensibilização da região hiolaríngea.

Fatores levados em conta para desinsuflar o cuff

Portanto, esses três fatores precisam ser levados em conta durante todo o processo terapêutico. Por quê?

Porque não faz sentido um paciente que não precisa fazer uso da ventilação mecânica, não tem a necessidade de aumentar a complacência pulmonar e que não tem o volume exacerbado de secreção continuar com o cuff insuflado, não faz sentido.

→ Saiba mais sobre Fono Hospitalar com estes artigos:  

Desinsuflar o cuff: conduzir o paciente a uma melhor qualidade de vida

Por isso nós precisamos a todo momento levar isso em consideração, porque a falta de avaliação e de uma intervenção pontual leva o paciente a literalmente permanecer com o traqueóstomo de enfeite!

Desse modo, pensando assim, podemos, juntamente com a equipe que acompanha este paciente, conduzi-lo para uma melhor qualidade de vida.

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Cuff de traqueostomia: quais são as funções? - Motility Oral

Cuff de traqueostomia: entenda quais são as suas funções

Olá, pessoal. Eu sou a Camila Pereira, da Motility Oral, fonoaudióloga hospitalar, e estou aqui para responder uma pergunta que me fazem rotineiramente no meu Instagram: “Camila, quais são as funções do cuff de traqueostomia?”

Então, vamos lá?

A primeira função do cuff de traqueostomia

Quando nós temos um traqueóstomo com o cuff insuflado, significa que o balonete cheio de ar estará impedindo o ar de passar para a via aérea superior. Então, aqui nós temos as pregas vocais:

Quando o cuff da traqueostomia está insuflado, o ar que vem dos pulmões não consegue ultrapassar e chegar nas pregas vocais – Motility Oral.
Quando o cuff está insuflado, o ar que vem dos pulmões não consegue ultrapassar e chegar nas pregas vocais – Motility Oral.

Quando o cuff está insuflado, este ar que vem aqui dos nossos pulmões não consegue ultrapassar e chegar nas pregas vocais.

Uma das primeiras funções do cuff de traqueostomia, então, é: vedar a via aérea para ventilar o paciente – em ventilação mecânica. Assim, para ventilar adequadamente o paciente não podemos ter escape de ar ou caso contrário o aparelho disparará um alarme sonoro.

Assim, esta é a primeira função: vedar a traqueia para que não haja escape do ventilador.

Segunda função do cuff de traqueostomia

Segunda função do cuff de traqueostomia: vamos imaginar que nós temos muita secreção adentrando o vestíbulo laríngeo.

Tem muita secreção adentrando o vestíbulo laríngeo – Motility Oral.
Vamos imaginar que tem muita secreção adentrando o vestíbulo laríngeo – Motility Oral.

Eu sempre digo: uma coisa é conter enxurrada, outra coisa é conter goteira.

Assim, se o meu cuff estiver insuflado, consequentemente eu vou estar diminuindo aquela aspiração maciça que poderia adentrar no pulmão.

→ Saiba mais sobre Fono Hospitalar com estes artigos:  

Veja: eu estou minimizando, mas eu não estou eliminando. Como é a nossa traqueia? Cheia reentrâncias, os anéis traqueais:

Nossa traqueia são os anéis traqueais – Motility Oral.
Nossa traqueia são os anéis traqueais – Motility Oral.

Dessa forma, se eu tenho um cuff aqui consequentemente na reentrância do meu dedo a secreção consegue vazar e adentrar o pulmão, isso porque o cuff não veda hermeticamente a traqueia.

A secreção consegue vazar pelos anéis traqueais e adentrar o pulmão – Motility Oral.
A secreção consegue vazar pelos anéis traqueais e adentrar o pulmão – Motility Oral.

Assim, de qualquer maneira o paciente estará aspirando. Pois a partir do momento que a secreção passou o nível das pregas vocais, consideramos aspiração, tudo bem? Porque a nossa cânula de traqueostomia está posicionada abaixo das pregas vocais, portanto se passou a prega vocal aspirou, então eu só vou estar minimizando o aspirado.

Terceira função do cuff

Assim, a terceira função é a seguinte: lembra que eu disse pra vocês que, quando o cuff está insuflado, o ar não passa lá para cima, para a via aérea superior?

O que acontece, então? Tem muito paciente que precisa do cuff insuflado para diminuir o espaço morto – fonoaudiólogo que fala assim, fisioterapeuta não gosta muito desse termo, mas o que eu estou querendo dizer? Uma coisa é você respirar do nariz até os pulmões, outra coisa é você respirar da traqueia até os pulmões.

Dessa forma, o que aumenta mais a complacência pulmonar? É respirar pela redução do espaço morto, você está otimizando a chegada desse ar, ou seja: favorecendo mais rápido com que esse ar adentre nos pulmões.

Então, essa é a terceira função.

E quando desinsuflamos o cuff deste paciente?

O que acontece quando nós desinsuflamos o cuff de um paciente que tem a necessidade de reduzir este espaço morto?

Ele começa a dessaturar, começa a ficar taquipneico, começa a relatar cansaço, falta de ar… Então, você vê que o paciente descompensa.

Portanto, se este paciente não está na ventilação mecânica e ele não tem uma secreção maciça, obviamente você vai pensar que ele está precisando da “redução do espaço morto”.

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Qual é o objetivo final do fonoaudiólogo?

Eu sempre falo: o que o fonoaudiólogo precisa? Pois ele precisa desinsuflar o cuff.

E mesmo nos paciente em ventilação mecânica nós temos alternativa para favorecer essa passagem de ar pelas pregas vocais mantendo a boa ventilação, e esta seria a adaptação de uma válvula de fala. Mas este assunto conversaremos num próximo post. 

Revisando as funções do cuff de traqueostomia

Então, revisando as funções do cuff de traqueostomia:

  • Vedar a traqueia para favorecer a ventilação mecânica através da pressão positiva
  • Minimizar aspiração maciça
  • Reduzir o espaço morto, melhorando a complacência pulmonar

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Quais são as funções do cuff? – Motility Oral
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