Paciente secretivo ou sialorreico: tratamento com ETTG para ambos os casos
Certa vez, em uma live, perguntaram-me: “Utilizo ETTG quando o paciente está secretivo?” E, como fiquei na dúvida, acabei respondendo para pacientes sialorreicos também.
Então, vamos lá responder a esta pergunta?
Utilizar ETTG para paciente secretivo ou sialorreico?
Ao ouvir a pergunta, eu fiquei com um pouco de dúvida, porque uma coisa é paciente secretivo em região de orofaringe, nasofaringe… Isso é uma questão, outra coisa é sialorreico.
ETTG para paciente sialorreico
Se for sialorreico, já aconteceu muito do input que você dá na boca nem chegar no sistema nervoso central. Por quê?
Porque ele baba o seu próprio estímulo, de tanta produção salivar.
O caso da atropina
É o caso da atropina. Antigamente, quando eu não trabalhava com laser, era atropina que usávamos. Quantas e quantas vezes o médico aumentava a prescrição do medicamento e esse paciente não respondia nada. Por quê?
Porque ele babava a atropina.
Então, precisamos ficar muito alertas, porque são raros os casos que não dão nenhum resultado.
O que mais pode impedir o input de subir?
Então, se ele está com muita produção salivar, ele vai babar a atropina, e é o que acontece com o nosso estímulo: também, muitas vezes, ele está babando o nosso próprio estímulo, e não sobe o input.
Outra coisa que impede muito o input de subir é a língua extremamente suja. Forma como se fosse uma capa na língua, aquele filme plástico de encapar alimento. Consequentemente a propriocepção diminui, o estímulo não sobe e o paciente não responde.
Então, é inadmissível fazermos ETTG em uma boca com higiene oral precária e uma língua extremamente suja.
ETTG para paciente secretivo
Então, agora que já falamos sobre a hipótese do paciente ser sialorreico vamos pensar no caso de um paciente secretivo. Será que acontece da mesma forma? Podemos estimular caso ele esteja secretivo?
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Tem que estimular com ETTG se o paciente estiver secretivo? Por quê?
Sim, tem que estimular sim se ele estiver secretivo.
É mais uma justificativa de você estimular, para que aumente a frequência de deglutição, reduza o desuso e ele comece a responder, deglutindo cada vez mais.
Quando devemos começar a estimular se o paciente estiver secretivo?
É comum o pensamento: “Ah, ele está secretivo, vou esperar melhorar para começar a entrar com estímulos…”
Não! Está tudo errado!
Porque o nosso objetivo com a ETTG é ativar os proprioceptores para que o paciente volte a engolir e assim deixe de ser secretivo. Então, precisamos entrar o quanto antes para que o paciente melhore mais rápido.
O Homúnculo de Penfield
Lembrando do Homúnculo de Penfield – que já falei neste artigo aqui (clique aqui para ler) – mais uma vez: o que aparece nele que faz com que a nossa profissão tenha cada vez mais propriedade em todas as nossas condutas?
Boca e rosto! Claro que aparece laringe, está ali, mas é mais boca e rosto.
Então, precisamos sim entrar, seja com estímulos externos, seja com estímulos internos.
Onde posso aprender mais sobre isso?
Siga-me no Instagram, Motility Oral (@motilityoral), para saber mais sobre ETTG. Eu sempre estou falando sobre isso por lá! Fique por dentro!

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